A relatividade de Einstein nas nossas vidas

Mas o que eu tenho a ver com isto?

Minha vida continua a mesma depois desta descoberta? Ela não altera em nada a minha forma de viver e como eu vejo o universo, não é mesmo? Altera, e muito! Sabemos que para sentir os efeitos da relatividade precisamos estar com aceleração muito além das que enfrentamos no dia a dia para sofrer os efeitos do tempo dilatado. Pois a dilatação do tempo precisa de aceleração considerável e próxima da luz para sentirmos de fato os efeitos da dilatação do tempo.

Consciência em quatro dimensões é um livro de Richard M. Pico que aplica a teoria da relatividade nos processos biológicos. Foto: Alexandre Magno — Copenhagen, 2016

Idéias revistas

Copérnico, o primeiro que esboçou o movimento dos planetas, começou a tentar entender a dinâmica do universo, mas ainda sim estava limitado a visão da Igreja em que a terra era o centro de tudo. Isto já esboçava nossa intuição de achar que nosso referencial é o centro do universo e estávamos longe de entender que tudo depende de um referencial.

Nicolau Copérnico, um dos primeiros a descrever uma possível configuração da Terra em relação ao sol. Isaac Newton, tempos depois, mostrou que a configuração dos planetas e a referência em relação ao sol funcionavam bem diferente do imaginado por Copérnico, onde o sol não era mais o centro do universo. Foto: Alexandre Magno, Museu Thorvaldsen, Novembro de 2016, Copenhagen, Dinamarca

Relatividade nos seres vivos

A terra cria uma deformação no espaço-tempo devido à sua grande massa e efeito da gravidade. Dentro dela, todos os componentes que coletivamente acrescentam massa total a ela têm uma mesma taxa de aceleração no vácuo. Assim, dois corpos, como uma pena e peso pesado cairão juntamente no solo se forem deixados em queda livre.

A deformação que o campo gravitacional da terra causa no espaço-tempo. Foto: Pinterest: https://br.pinterest.com/pin/374291419011850714/

Relatividade e seu cérebro

No campo da relatividade na consciência, podemos notar que pensamentos são informações derivadas de fontes internas e externas de matéria e energia. São os padrões mais complexos do universo. Nosso lobo frontal, adquirido com a evolução e que possui capacidade de sintetização mais elaborada, nos distanciou ainda mais dos primatas. Esse poder foi capaz de traduzir todas formas complexas de interação entre sentidos para propagar pensamentos e armazenar memórias únicas em cada ser humano.

Relatividade e o ser humano: estamos presos numa quarta dimensão

Por mais que tentemos por nossa força de vontade sair deste espaço-tempo, alterar o passado, viajar para o futuro sabendo dos horizontes que a teoria da relatividade abriu, também descobrimos nossa limitação sobre chegar a velocidades próximas às da luz.

Desde criança

Animismo, centrismo, antropomorfismo, e causa-efeito são relações que definem a ilusão da nossa existência nos âmbitos do pensamento e da consciência. Cada criança descobre o mundo e inventa suas leis durante seu desenvolvimento. Ilusões e erros recorrentes de informação são parte da progressão e refinamento do nosso entendimento do mundo, até atingirmos uma maturidade do aprendizado e da consciência e pensamento. Até os dois anos, ainda estamos formando e amadurecendo o nosso pensamento e diversas pesquisas (como os trabalhos de Piaget sobre o comportamento das diversas fases da infância) revelam que neste período o cérebro de uma criança se aproxima bastante ao de um primata. É a partir do terrible twos (terríveis dois anos) que a criança passa a formar um sistema próprio de referência e passa a contrariar decisões dos pais. Ela ainda não percebe o poder do pensamento que ela possui é na verdade a formação do self.

Somos um sistema único de referência

O universo de Einstein e nossos limites do pensamento

A complexidade inerente do universo é tão incrível que nós apenas conseguimos observar a sombra da sua estrutura e função. Com a relatividade, Einstein concebeu buracos negros e ondas gravitacionais. Conseguimos imaginar o limite do universo, para uma única constante c.

A contagem do tempo como conhecemos agora está inteiramente interligada com a nossa consciência, como instrumento para medir a passagem do tempo. A partir do momento que começamos a ter consciência do passado, presente e futuro, tivemos que encontrar uma forma absoluta de retratar as passagens do tempo e seus diferentes ciclos relacionados às estações e temporadas, em diferentes unidades. Foto: Frederiksborg Castle, Alexandre Magno, Novembro 2016, Copenhagen, Dinamarca

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Citizen Scientist and Software Engineer, looking for the limits beyond mind and machine exploring the world

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